Spoiler: o Flash vai morrer!



Sim, é verdade. Ele já está com seus dias contados: morrerá em 2020. Esse prazo foi dado para que todos possam se adaptar à nova realidade da vida sem ele. Nunca mais ouviremos sua frase “My name is Flash, and I am the fastest software alive”... Sim, estou falando do plug in Flash, da Adobe.


Se você achou que eu estava falando do super-herói da DC Comics: bazinga! (Segundo o Dicionário Nova, essa palavra é uma interjeição comum a outro grande fã do herói, Sheldon Cooper, da série The Big Bang Theory). Se você me perdoa pelo plot twist, vamos agora falar sério.


O plug in realmente será encerrado na data mencionada, mas o anúncio foi feito desde já, e conta com o apoio de gigantes como Google e Apple, e também da Fundação Mozilla que cria softwares livres. O motivo? Ele é cada vez menos necessário. Novas tecnologias como HTML 5, WebGL e WebAssembly já permitem o que antes só era possível por meio de plug ins como o Flash.


Não sabe nem o que é plug in? Basicamente é: um software “acessório”, que dá mais recursos a outro software. No caso do Flash, ele permitia que os navegadores de internet rodassem vídeos e outras animações. Já o HTML 5 e as outras linguagens permitem que esse conteúdo animado já esteja integrado na página, tirando a necessidade do plug in. Por exemplo, até 2015 não era possível ver vídeos no YouTube sem o Flash.


Se você é um internauta normal que mantém seus navegadores atualizados, não precisa fazer nada. Se você desenvolve conteúdo para a web, tem mais três anos para se adaptar.


Outra morte chegou a ser anunciada e mexeu comigo: o Paint, programa de pintura do Windows. Quem aqui nunca passou horas fazendo desenhos feios e inúteis no Paint que atire o primeiro aparelho Nokia 2280… Mas ele não morreu realmente, embora tenha ido para outro plano. Desde o Windows 10 Fall Creators Update, o programa de desenho nativo é o Paint 3D; o programa antigo continua disponível na loja de apps da Microsoft, e pode ser baixado. Ufa!


Cada vez mais tecnologias estão nos deixando, e esse caminho é natural. Mas existe uma dimensão cultural e sentimental ao redor da tecnologia, que também é muito natural. Não precisa exagerar, mas às vezes nem tudo precisa ter um motivo racional...

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